Ressentimento e mágoa
O que Freud chama de "Covardia Moral" é o medo de ceder a seus desejos para não colocar em risco nada que o retire de um caminho normal para um vida correta.
Maria Rita Kehl vai retomar essa concepção para falar sobre o ressentimento. Ela vem dizendo que o ressentimento vem do senso comum e está inserido no campo dos afetos.
Diante da falta, o ressentido traduz esse prejuízo como culpa do outro, a quem direciona suas queixas, se eximindo dessa maneira de ter que encarar sua parte de responsabilidade nessa história.
Sartre vai dizer que o mal são sempre os outros, e que na realidade não importa o que fazem com você, o que importa é o que vc faz com o que fazem com você.
Olhar para isso, algumas vezes gera sentimento de culpa, porém em algum momento será necessário encarar isso de frente e parar de achar que tudo que aconteceu de ruim na sua vida é culpa da mãe, do pai, do marido, da esposa, dos filhos, dos colegas de trabalho, mas que cabe a si mesmo se responsabilizar pelas consequências das escolhas que são feitas, e seguir em frente.
Em uma relação abusiva, por exemplo, onde uma das partes sai lesada, não adianta permanecer na repetição eterna da queixa, é preciso olhar para essa angústia gerada pelo sentimento de culpa que se tem por ter se deixado enganar e seguir em frente, inclusive para não ter que mais lá na frente se deparar novamente com situação análogas que possivelmente se repetirão.
É claro que não é um processo fácil, porém ter que conviver com essa culpa entalada no peito é muito mais doloroso. Mas, a boa notícia é que é um processo possível de se tratar de forma adequada. Vamos lá, que no caminho te conto!
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