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Cuidados
Alcool e outras Drogas: quando uma recreação vira um problema.
Historicamente, a humanidade vem fazendo uso de substâncias psicoativas com várias funções, que vão das práticas ritualista usada por diversas religiões como forma de alcançar o sagrado, àquelas com fins medicinais e recreativos. As drogas fazem parte da nossa vida, às vezes nem sequer percebemos sua presença já que culturalmente transitam o tempo o todo pela nossa existência.
1. “Quando é que isso se torna um problema e por quê?”
Costuma-se dizer que “as drogas são um problema para a sociedade”. Mas será que o problema vem mesmo do mesmo das drogas ou da relação que as pessoas estabelecem com elas?
Ninguém faz uso de uma substância psicoativa para se sentir mal, elas geram prazer e satisfação aos indivíduos, mesmo que de forma momentânea.
2. “Então qual é o problema?”
O principal ponto onde precisamos nos ater é QUAL A FUNÇÃO E O LUGAR QUE A SUBSTÂNCIA OCULPA NA SUA VIDA, O QUE ESSE USO ESTÁ TENTANDO ESCAMOTEAR, QUAL SUA RELAÇÃO COM A DROGA E FINALMENTE, SE ESSE USO GERA SOFRIMENTO.
3.“Eu tomo uma cervejinha com os amigos aos finais de semana. Devo parar?”
Depende. Você conseguiu estabelecer uma relação com as substâncias de forma não-prejudicial tanto em suas relações afetivas, quanto em sua produtividade diária e sem se colocar em risco por conta do uso? Seja sincero consigo mesmo! Você consegue parar só em "uma cervejinha" ? Se a resposta for "não", está na hora que olhar para isso com mais atenção e cuidado!
4.“Mas eu não uso drogas, eu só bebo”.
Chamamos de drogas toda substância psicoativa que altere o estado de consciência. Sendo assim, sinto muito em lhe dizer que bebidas alcoólicas são consideradas drogas também. Além disso, preciso te informar que não há uma hierarquia entre usuários de álcool e outras drogas, um usuário de crack não está em um degrau abaixo de um alcoolista. Isso são apenas convenções sociais, que não servem para nada além de aumentar o estigma já existente entre pessoas que fazem uso de substância. Ao contrário, um usuário de crack não correrá risco de abrir uma síndrome de abstinência física caso cesse o uso, como ocorrerá um alcoolista, isso quer dizer, que um alcoolista, muitas vezes, requererá um cuidado ainda maior nesse caso.
5. “O que é Síndrome de Abstinência Alcoólica (SAA)?”
O ponto mais importante a ser abordado aqui é que a Síndrome de Abstinência somente se apresenta em usuários de álcool. O outro ponto é que a Síndrome de Abstinência Alcoólica (SAA) não é uma simples ressaca. Como o nome já diz Síndrome = é um conjunto de sintomas que coexistem e é caracterizado por determinado quadro clínico. No caso da Síndrome de abstinência alcoólica, é classificada como leve, moderada e grave, e podem ir desde tremores, às crises convulsivas e em casos graves pode levar à óbito. Por isso, se você é um usuário de álcool, se bebe de forma constante, intensiva e diariamente, se sente necessidade de tomar uma dose logo pela manhã para evitar e mal-estar físico, NÃO TENTE PARAR SOZINHO! PROCURE UM SERVIÇO DE SAÚDE, UMA UNIDADE DO CAPS ALCOOL E OUTRAS DROGAS E EM CASOS MAIS GRAVE VÁ DIRETO A UM HOSPITAL GERAL DE PRONTO ATENDIMENTO.
6.1. “E como é esse tratamento para quem usa álcool e outras drogas? Eu preciso parar de vez?”
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Cada ser humano é único em suas especificidades e características bastante distintas um dos outros, por isso, eu não posso dizer para você o que você deve fazer. Parar ou não parar, é uma questão que só diz respeito a você e mais ninguém. Isso diz respeito as suas escolhas, prioridades, organização diante das dificuldades da vida. De nada adianta eu te dizer, “faça assim, assim e assado” porque se você não conseguir dar conta de cumprir o que se propôs, pode calhar de gerar frustração, se sentir culpado e acarretar em um uso ainda mais intenso. Existem pessoas que conseguem parar com tudo de uma vez e outras param por um tempo, e depois quando o negócio aperta, acaba voltando de uma hora para outra, outros conseguem reduzir aos poucos até obter controle do uso. Nesse caso, vale a pena você se procurar entender o que você consegue dar conta.
Agora a perguntinha de um milhão: "Como a Psicanálise pode me ajudar a sair dessa?"
A psicanálise pode te ajudar a compreender melhor a sua relação com a substância e pensar em estratégias de autocuidado e construção de autonomia diante das suas escolhas, desenvolver recursos internos que lhe garantam seguir adiante com mais qualidade de vida.
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Relacionamentos abusivos e Violência Doméstica
Quando a vítima se torna culpada pelo seu próprio infortúnio na ótica da sociedade, o medo do abandono, de ficar sozinha, a baixa auto-estima, acabam fazendo com que a pessoa entre numa espécie de "síndrome de Estocolmo". São dinâmicas psíquicas potencializadas pelo mito do amor romântico e pela instituição do casamento monogâmico. A pessoa se torna vítima de uma relação abusiva e dentro de uma armadilha da qual não consegue sair. É bastante comum, nesses casos, a vítima se tornar o próprio algoz, já que é julgada pela sociedade, que para além das violência vivida por meio de uma relação abusiva e insalubre, além das agressões fisicas, psicológicas, morais e financeiras sofridas, ainda precisa suportar as agressões da sociedade que não consegue compreender até que ponto a vítima está emaranhada nessa relação da qual não consegue sair. Infelizmente a maioria dessas vítimas são mulheres.
Nesses casos, é importante que ela não esteja sozinha, é preciso tecer uma rede de apoio ao seu redor, que vai desde o apoio jurídico e social que vai garantir a integridade física, social e patrimonial, de direitos, bem como suporte psicoterapeutico. Dois elementos prioritários aliados nesse processo de cuidado de uma pessoa vítima de violência doméstica é o acolhimento emocional com total ausência que qualquer julgamento moral e o sigilo terapeutico.
Se você vive uma situação parecida, entre em contato e agende uma sessão gratuita.
Luto e Melancolia
Costumamos associar o luto a um sentimento ou momento específico de nossas vidas em que perdemos entes ou amigos queridos para a morte, então dizemos, “fulana está de luto porque perdeu seu marido”, no entanto, o luto é algo bem mais complexo e amplo que isso. Refere-se ao sofrimento causado pelas perdas, sejam elas quais forem: luto pela morte de alguém, ou por uma separação, luto por um emprego perdido ou uma condição de vida que se tinha e que diante de uma crise econômica, se perdeu, luto por um objeto com valor afetivo que nos é retirado, roubado ou perdido de alguma forma. Sofremos luto inclusive, quando passamos por fases distintas de nossa vida: o luto da infância perdida, geralmente sofrido por adolescentes e pré-adolescentes, fase em que somos velhos demais para sermos crianças e jovens de mais para sermos adultos; ou o luto pela perda da própria adolescência, quando adultos estendem sua adolescência por anos a fio com o medo de perdê-la, mesmo já a tendo perdido; luto pela juventude perdida, sofrida pelos mais idosos.
Enfim, o luto é mais que um sentimento, é uma condição, que geralmente nos é imposta por fatores externos e alheios a nossa vontade, mas, o luto também pode se referir às nossas escolhas. Costuma-se dizer que quando escolhemos ir para o lado esquerdo de uma rua, temos de renunciar a tudo o que ficou do lado direito. Jean Paul Sartre chamava isso de angústia de liberdade. Dizia que somos fadados às escolhas, e seja qual caminho seguimos, teremos consequências, ganhos e perdas.
Geralmente o luto vem acompanhado por sentimentos contraditórios como tristeza, apatia, revolta, sensação de abandono, solidão, sensação de vazio, chamamos a este estado de “melancolia”. Não há um tempo pré-estabelecido de duração para este estado e nem um conjunto de regras a se seguir para enfrentá-lo. Cada pessoa, em sua singularidade, tem seu tempo e maneira de lidar com isso. Algumas pessoas, enfrentam esse sentimento por um tempo e aos poucos vão se adaptando, até sua completa elaboração. Já outros se entregam a um estado mórbido de depressão profunda, tendo dificuldade de sair desse lugar. A estes é necessária uma maior atenção, já que estamos falando aqui de um possível quadro de depressão e como um estado patológico, é necessário cuidar para que não haja maiores consequências.
Um processo terapêutico pode ajudar a superar o luto, elaborar sentimentos, ressignificar coisas, trabalhar traumas e angústias. Cada processo terapêutico é único, porque diz respeito somente àquela pessoa, por mais que haja técnicas específicas a serem trabalhadas em cada caso.
Transtorno de Ansiedade e Síndrome do Pânico
A ansiedade é algo natural no ser humano, assim como o medo, servem para nos preparar e nos proteger diante de algo que ainda está por vir. Sentimo-nos ansiosos diante de algo que esta por acontecer, que desejamos ou que tememos muito. Por exemplo, às vésperas de um exame pré-vestibular, ao se preparar para encontrar com alguém que deseja ter ao lado, às vésperas de uma cirurgia, antes de tomar uma decisão dificil, bem como o medo de algo ou alguma coisa que está diante de nós e nos desperta fobia: medo de gato, de cachorro, de insetos pessonhentos, de andar de elevador, de viajar de carro para algum lugar distante, sentimos nosso coração bater com maior intensidade, as mãos suam, da dor de barriga, o pensamento fica confuso, porém tão logo o perigo ou a situação que gerou a ansiedade passa ou é controlada, ou seja, quando eu termino a prova e fico sabendo do resultado, quando o encontro com a pessoa desejada já aconteceu, quando estou no pós-operatório, ou já tomei uma decisão difícil, quando o cachorro ou o gato foram embora, quando eu subi as escadas para chegar no andar de cima, esses sintomas e sensações tendem a se estabilizar e são substituidos por outros, euforia, tristeza, bem estar, alívio, etc.
No caso das fobias, ao gerarem sofrimento, precisam ser tratadas, afinal, não é possível ter que subir 18 andares de escada toda vez que estiver diante de um elevador, mas o problema maior reside onde o medo se tornam excessivos e sem motivo aparente, que eu não se sabe de onde vem, quando a ansiedade surge diante de qualquer situação rotineira, o semaforo que demora a abrir, o computador que trava na hora de enviar uma mensagem, o ônibus que atrasa, o ambiente que tem muitas pessoas falando ao mesmo tempo, da uma enorme vontade de sair correndo ou de se esconder dentro do quarto e não sair mais, quando sente-se que há algo eminente que irá acontecer e lhe ceifar a vida, nesse estagio, a ansiedade e o medo podem gerar dificuldades e sofrimento e levar à um transtorno de ansiedade e síndrome do pânico.
Os sintomas variam de sudorese, taquicardia, transtornos gástricos e intestinais, insonia, tensão muscular , podendo a chegar à sensação de morte eminente. Esses sintomas geralmente podem afetar de forma contundente a rotina do paciente que muitas vezes acaba de isolando, não tem vontade de sair de casa e acaba se afastando dos compromissos de trabalho e estudo.
O tratamento consiste na maioria das vezes em acompanhamento psicoterápico afins de compreender e tratar os medos, compreender os fatores desencadeantes da ansiedade, elaborar traumas e desenvolver estratégias psiquicas que apoiem a pessoa no momento da crise ou afins de evita-las. Além disso, na maioria das vezes se torna indispensável um psicodiagnóstico e uma avaliação psiquiátrica afins de compreender melhor o quadro e associar a medicações de apoio para estabilizar e dessa forma, dar possibilidade e condições de entrar com a psicoterapia.
Se você ou alguém que você ama está passando por isso, agende uma sessão sem compromisso. Distúrbios de ansiedade podem causar muito sofrimento. Procure tratamento o quanto antes!
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